Bom, meu dia segue. Babaquice nenhuma me desestruturaria. Baseada na minha agenda, não tenho nada pra fazer até o almoço. Basicamente nada né, mas a gente sempre arruma uma função. Basta ficar em casa que essa função surge, então resolvi caminhar pelo bairro. Botei uma roupa qualquer, e tomei meu rumo. “Bem vindo”, estava escrito na porta de um lugar que sempre fora abandonado na minha esquina. Bastante movimentado, resolvi conhecer. Bem sucedida a idéia. Beleza inesperada me chamou atenção. Brilhava numa mesa uma senhora.
Chapéu, jornal, casaco pesado, e por baixo um vestido aos pés, semelhante a um personagem que tinha sido tirado de outra época e colocado ali na minha frente. Cena que eu jamais vou esquecer. Cadeira, a primeira que eu vi na frente. Como só eu percebia a beleza daquilo? Calmamente, ela afastou o jornal dos olhos enquanto lia uma crônica (provavelmente tinha chegado à citação da Bossa Nova). Certamente minha tarde foi “perdida” ali, admirando aquela mesa. Com a necessidade de guardar aquilo pra sempre, a cena foi registrada na minha memória...

Daí...
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