Uma casa, com um quarto simples. Simples não, quer dizer, depende do seu ponto de vista e da sua classe social. Era um quarto de uma menina, classe média alta, com tudo que ela já desejou. Aqueles ursinhos que você sempre quis ter e depois de uma semana você já nem lembra que existe, aqueles brindes de festas que vão sempre pra ultima gaveta, computador, um armário que daria pra guardar roupa pro resto da sua vida. simples? pra uns, normal. dentro desse quarto, vivia Lara.
De longe era normal, como qualquer outra menina por volta dos seus 15 anos. Mas algo a assustava, não sei se assustava mais a ela do que as outras meninas dessa idade.. pelo menos ela era a que mais se importava com isso, ou era o que ela achava. Lara tinha medo de crescer. Encarar a vida sozinha não devia ser fácil, tudo em cima de você, tudo que seus pais sempre te deram de mão beijada de repente desaparece e sua vida vira um campo de batalha! Você não sabe quando vai ganhar, não sabe nem se vai sair vitorioso.
No início, deixa de prestar atenção nas estrelas, de se perguntar sobre as ondas do mar, não se interessa mais em saber quantos grãos de areia tem ali na palma da sua mão. E com o tempo, você não pára e pensa...
Você pensa e pára, pára de olhar pros lados, de ver o mundo com aqueles olhos inocentes, e passa a fazer parte daquela guerra que você nunca desejou entrar, mas agora já não tem como sair. É um ciclo viciante que você provavelmente vai presenciar comigo. Soa como um convite? Você acha?
Prazer, Lara.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário